sexta-feira, julho 29, 2005

Não gosto , porque não ...

não gosto de best sellers.

Gosto, porque gosto

Gosto de livros. Gosto de os estrear, abrir e sentir o cheiro a novo. Gosto de olhar para eles, ver as letras, se são grandes, pequenas, e gosto de os ler ... a história, tem de ser boa. Pode ser uma história de amor, ou não ... mas gosto de os ter, os livros. Numa casa, a primeira coisa para onde olho, é para as estantes, para ver se tem livros, por aí, fica-se a saber um pouco das pessoas, pelos títulos e/ou autores. Neste momento estou a ler um livro, emprestado, e está a demorar para acabar, não tenho tempo, ando cansada, e gosto essencialmente de ler na cama. Fiz questão, de quando empacotei as minhas coisas todas, para a mudança, de deixar alguns livros de fora, e lá estão, sem sítio certo, mas sempre a marcar presença no meu espaço. O meu primeiro livro a sério foi "Constantino, guardador de vacas e de sonhos", não me lembro da história nem do autor, mas senti-me gente quando a mãma mo deu para ler numas férias. Agora nesta férias quero voltar a ler o meu primeiro livro a sério.
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P.S. Uma (grande) adenda ao post abaixo ...

Pérola - II

Ela - Gostava de comprar um livro do Paul Auster!
Eu - O Carrefour está a fazer uma feira do livro.
Ela - Ah! Já lá fui, e tinha, mas eram daqueles tipo Europa/América, capa mole, que não valem nada ...
Eu - ???????

Gosto de estar apaixonada...
Gosto de andar colorida...
Gosto de andar de carro, com a música alta...
Gosto de dormir quando chego a casa...
Gosto de petiscos...e de um bom vinho!
Gosto de lavar a cara, depois dos banhos do mar!
Gosto de suspirar...
e de rir...cheia de vontade!
Mas não gosto de cócegas!

quarta-feira, julho 27, 2005

Espero

que os meus filhos não sofram o que eu sofri no meu crescimento, crescimento que eu atrofiei ... e hoje sei, e digo com convicção, a culpa não é de ninguém ! A culpa é do meu feitio (lixado)!

A História

do casaco amarelo cor de gemada. Era uma vez um casaco amarelo, feito à mão pela (nossa) mãe prendada, com decote em V e de manga comprida. Esse casaco serviu para durante o Verão inteiro esconder as minhas vergonhas de crescimento, as vergonhas da puberdade. No pico do verão eu vestia a t-shirt e por cima o casaco amarelo cor de gemada. Foi um ano de pouco praia, foi um ano para esquecer, foi um ano ... estranho, estranha, sou eu ... Já não sei onde pára o casaco amarelo cor de gemada, mas se hoje ainda existisse deitava fora.

...

Há gente muito ocupada por estas bandas. Há não há?

Estou

cansada. E se dizer que estou cansada de não fazer nada, as pessoas riem-se, mas o não fazer nada cansa. Estou há dois dias, fechada numa cave, a olhar para o ecran (ou melhor a olhar para blogs, sites de decoração, artigos para o lar, IKEA, sites de arquitectura, e o parvalhão o chefe neste momento a olhar para mim, deve estar a pensar que tanto escrevo eu), e isto cansa, para além de cansar psicologicamente, faz doer os cotovelos (juro!!). Como tal, não ando muito bem disposta, nem com grande humor. Para agravar, vejo toda a gente aqui a ir de férias. A (pequena) parte boa, é que amanha passo para a recepção para substituir a recepcionista, onde sempre existe uma janela grande por onde posso ver o tempo, e não preciso de ligar para saber se está a chover lá fora.

Estamos assim ...

Faz impressão o trabalho que se tem em se ser superficial
Faz-me impressão o baralho o vulgar e o intelectual
Sinto depressão conforme perco tempo essencial
Sofro uma pressão enorme para gostar do que é normal
Deixo tudo para mais logo não sou analógico sou criatura digital
Tendo para mais louco não sou patológico sou como o papel vegetal
Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal
Faz-me um favor estou perdido indica-me algo fundamental
Acho que o que gosto em mim o que me motiva é uma preguiça transcendental
E em ti o que me torna afim o que me cativa é esse sorriso vertical como uma impressão digital
Sinto-me uma fotocópia prefiro o original
Edição revista e aumentada cordão umbilical
Exclusivo a morder a página em papel jornal
Faz-me impressão o trabalho a inércia faz-me mal
GNR
(Grupo Novo Rock)

terça-feira, julho 26, 2005

Dúvida!

hoje o tempo está como eu, ou eu é que estou como o tempo?